17 Again (2009)

dezembro 15, 2009 por Mymi

Continuando meu projeto de férias com o filme #4, 17 Again.

O começo do filme foi meio desanimador, com uma cena do Zac Efron desmunhecando enquanto joga basquete e algumas cenas depois dançando com umas cheerleaders. Uma vez eu li em algum lugar que ele não queria ser conhecido por ser um ator de musicais. Então, Zac, pare de dançar nos filmes. Isso não ajuda você a se livrar dessa imagem.

O filme continua um pouco chato até que Matthew Perry “volte no tempo” fisicamente e se transforme em Zac Efron. Eu não sou uma tiete histérica desse garoto, mas tenho que admitir que desde que vi Hairspray tenho achado-o talentoso (mas não o suficiente pra elegê-lo o melhor ator de comédia do ano, como o pessoal do Teen Choice Awards). Tenho que admitir também (mesmo que morrendo de vergonha por isso), que gostei mais da atuação dele do que da atuação do Matthew Perry (embora ele apareça por poucos minutos na tela).

Duas músicas da trilha sonora me chamaram a atenção, uma do Pretenders e outra que não reconheci, mas que vou procurar no IMDB. O que eu mais gostei do filme foram os créditos finais com fotos da equipe (incluindo os atores) quando tinham 17 anos.

O filme tem tudo pra parar na Sessão da Tarde daqui uns anos

Say Anything (1989)

dezembro 15, 2009 por Mymi

O meu projeto de férias inclui um filme por dia. Embora alguns dias atrasada, espero entrar num bom ritmo hoje pra amanhã estar tudo acertado. O terceiro filme visto do meu projeto foi Say Anything (1989). (Os dois anteriores foram #1 Napoleon Dynamite e #2 Mystery Science Theater 3000 – The Movie).

Comecei a ver Say Anything alguns meses atrás com meu namorado. Chegou a hora dele ir embora e paramos no meio do filme. Resolvi que hoje seria um bom dia pra continuar. Como ando com dificuldades para me concentrar, comecei do mesmo lugar em que parei.

Não sei se estou sensível demais ou se realmente a cena do Lloyd segurando o boombox sobre os ombros e tocando In Your Eyes causa mesmo essa reação nas pessoas, porque eu fiquei com olhos cheios de água e meu braço arrepiou.

Os filmes do Cameron Crowe sempre me agradam e esse não foi exceção.

(500) Days of Summer (2009)

novembro 10, 2009 por coelhodave

As comédias românticas têm uma fórmula que não precisa ser renovada. Basta um leve ajuste na premissa e pronto: há sempre público esperando por elas. É por isso que vemos roteiros cansados, denunciando seu desfecho já no trailer; títulos muito parecidos (‘Alguma-Coisa- AMOR’); o mesmo clã de atores de sempre e até os cartazes atendendo a um estilo similar. Não admira que quando algum projeto rompa com esse conforto, exista o inevitável contraste entre a mesmice e a novidade.

É isso que acontece com ‘500 Dias Com Ela’ (o título original, 500 Days of Summer, é um trocadilho com “Verão” a tradução ao pé da letra, do nome da personagem). O filme simplesmente se apropria dos clichês do gênero, recicla-os de forma brilhante e os transforma numa obra apaixonante – sim, à primeira vista.

A começar pelos gênios trocados: aqui, o homem e a mulher, a grosso modo, assumem a posição inversa. Enquanto Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt, fofíssimo) faz a linha idealista e romântica, a mulher por quem ele cai de quatro, Summer (Zooey Deschanel, de O Guia Do Mochileiro Das Galáxias!), tem aversão a compromissos e aparentemente está preocupada com a felicidade momentânea, desde que seja intensa e valha a pena.

A história então vai sendo contada de forma não-linear, buscando os best-moments através dos 500 dias referidos no título. E o cuidado com os detalhes é primoroso: note, por exemplo, como as ilustrações com os dias ‘mudam de clima’ de acordo com a situação. Há ainda um capricho delicioso com a trilha sonora, o que permite que o expectador se divirta com as referências a Ringo Starr, The Smiths, Feist, Simon & Garfunkel… E faça links com algumas fontes de onde o diretor Marc Webb provavelmente bebeu, como WaltDisney, A Primeira Noite de um Homem, PushingDaisies, Annie Hall e Jean-Pierre Jeunet. A cena da dança de júbilo do Tom Hasen bem que podia ser uma versão moderninha de Singin’ in The Rain, reparou?

Há mesmo muitas surpresas maravilhosas nesse filme e há, inegavelmente, espirituosidade, criatividade, sutileza e, por que não, alguma dose de realidade. Ingredientes que deveriam ser mais presentes não só nas comédias românticas, mas na vida. É 5 estrelas, mano.

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Stop and smell the roses!

Anticristo (2009)

novembro 5, 2009 por coelhodave

Eu tenho aversão àqueles tipos de filme “que não precisam ser entendidos”. É muita subjetividade, é muita abstração e mimimi…
Acho que o Anticristo do Lars von Trier esbarra nesse conceito. Mas felizmente eu gostei muito do filme.
O roteiro é fruto da mente atormentada do diretor, que estava passando por uma profundíssima depressão. O cara teve os delírios dele e resolveu ir lá e fazer o filme. O resultado é esse mesmo: controverso, incômodo, desgradável em muitas cenas. Mas é um filme imensamente criativo em seus devaneios e é uma contribuição muito bem vinda pro cinema sempre cheio da safra de comédias românticas de sempre, dos filmes de macho de sempre e dos besteróis todos que a gente conhece.
Fiquei muito intrigado com as noções de NATUREZA que são usadas (Natureza Selvagem, Natureza Humana, Natureza Feminina… ) As alegorias cristãs todas (Quem é o Anticristo pra você?) A forma com que o sexo é tratado – é o que torna o homem animal, na sua essência. Gostei também da beleza do filme, principalmente no prólogo e no epílogo – pra mim essa preocupação estética surge mais pra contrastar com o aspereza de uma mutilação, por exemplo, ou mesmo com toda a tensão psicológica que o filme traz e que é traduzida em dor física, dilacerante. Quando não, para tornar belo algo que seria inconveniente num filme – uma penetração explícita, talvez.
Eu não tenho dúvida de que são muitos pontos positivos, alguns negativos, mas é principalmente uma boa experiência de cinema. Curti bastante.

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"A Natureza é a Igreja de Satanás"

Filmes da tv aberta – (sexta) 06/11

novembro 2, 2009 por Mymi

Ainda bem que a semana acabou. Cansei. Final de semana é uma semana a parte.

No SBT Meu amigo Flash (1997), a história do amor inocente e fraterno de um menino e seu potro. Eu torcia pra ser um filme do Flash, o herói, que eu chamava de ‘The Flash’ quando era criança. Eu não perdia um filme dele e achava que se eu comesse muita cenoura (?!) seria tão rápida quanto ele.

Na Globo terá Demolidor (2003), que eu nunca vi, mas geral diz que é horrível. Pudera, tem o Ben Affleck interpretando um herói cego. Acho que é muito pras habilidades de atuação dele. Ben Affleck sempre me lembra aquela Pearl Harbor Sucked, que toca em Team America: “I need you like Ben Affleck needs acting schools”. E outra, se o filme fosse bom teria uma continuação. Filme bom de herói SEMPRE ganha uma continuação.

No último Intercine da semana O alvo principal 2 (2002), último filme de uma trilogia (!), envolvendo presidente americano ameaçado por terroristas e agente federal salvando a pele dele contra Não é mais um besteirol americano (2003), que é uma das melhores paródias de todos os tempos, principalmente pra quem curte um teen movie. O filme traz referências de clássicos do John Hughes como A garota de rosa-shocking e Clube dos Cinco, desde filmes mais atuais como a fraquia American Pie e Segundas Intenções. Ainda tem participação especial de Sabrina, a bruxa adolescente.

Filmes da tv aberta – (quinta) 05/11

novembro 2, 2009 por Mymi

No SBT passará Meu sobrinho é um terror (1994), que eu nunca suspeitaria que tem como título original o singelo nome de Clifford. Quando eu era criança vi trechos desse filme na tv e desde então tenho um enorme pavor da cara do Martin Short. Ele parece um halfling do mal. Querem me assustar? Mandem-me fotos dele.

Sessão da Tarde trará Pig – Uma aventura animal (1999). Ah, os títulos nacionais engraçadinhos. Parece ser aqueles filmes fantasiosos que costumam passar na Sessão da Tarde pós-moderna, tipo Twitches. Esse é pra quem curte Scarlet Johansson e porcos.

A segunda opção do Intercine está vindo sempre melhor do que a primeira. Nesse temos em primeiro Paixão Assassina (2003), um filme canadense feito para tv, baseado num best-seller contra o segundo Os monges devem estar loucos (2003). Acho que já vi a metade desse último filme. Uma vez meu pai descolou um dvd pirata todo surrado de um filme de mesmo título. Deu pra ver metade antes do dvd estragar. Era horrível, horrível, mas eu ria. O número para votar vocês já sabem. Se não sabem é só ler os posts anteriores.

Já estou ficando cansada. Ainda bem que a semana está acabando.

Filmes da tv aberta – (quarta) 04/11

novembro 2, 2009 por Mymi

No SBT passará o sensacional Pokemón – O filme (1999). Esse é o primeirão. Vi no cinema com o meu pai. Meu pai não queria por nada me levar, então ele me levou a locadora e eu peguei um filme qualquer de terror. Uns dias depois ele fez uma surpresa e me levou ao cinema. A canção de abertura, cantada pelo Mano Junior (“vim de Brasília e quero cantar”), revelação do Domingão do Faustão, que nunca fez sucesso alguém, me fez arrepiar. Hoje eu percebo que a música foi muito mal cantada. E não, eu não chorei quando o Pikachu (?) morre e é revivido pelas lágrimas do Ash. Não tem o Entei, mas é inesquecível.

Na Sessão da Tarde teremos Recém-casados (2003). É o típico filme ruim que me matou de rir. Gostei, apesar da minha total antipatia pelo Kelso Ashton Kutcher.

No Intercine a disputa fica entre Sonâmbulos de Stephen King (1992), um título bem infeliz, pois agora eu acho que o King tem um exército de sonâmbulos e que ele não hesitará em usá-los para uma eventual dominação mundial, e Jerry Maguire (1996), um filme que eu vi quando era criança num dia em que estava com febre e só lembro de achar o Tom Cruise bonito e ver o filme por esse motivo. É desse filme a famosa frase “you had me at hello”. Ainda por cima é um filme do Cameron Crowe. Para vê-lo ligue para 0800.70.9012. Ligação gratuita.

Filmes da tv aberta – (terça) 03/11

novembro 2, 2009 por Mymi

No SBT passará Louco por elas (2003), um filme com a Julia Stiles. Como a Julia não fez nada bom além de 10 coisas que eu odeio em você e a franquia Bourne sugiro que ninguém assista.

Ainda no SBT, mas agora a noite, teremos Python 2 – A cobra assassina (2002). Olha, eu não vejo filmes de cobras porque eu moro no meio do mato e fico impressionada com essas coisas. Esses dias mesmo tinha uma cobra no banheiro que se não fosse meu namorado eu teria pisado em cima e nem teria notado ela lá. Pra quem curte, taí uma cobra gigante, a Anaconda genérica. Destaco a sinopse:

Rebeldes chechenos derrubam avião americano que transportava uma arma ultra-secreta que é levada para uma base militar. Enquanto os governos discutem o que fazer, uma cientista decide abrir a misteriosa carga. Não imaginava que se tratava de uma serpente biologicamente aperfeiçoada, rápida como um raio, dotada de um magnífico aparato sensorial e um mecanismo de defesa mortal. Como detê-la é a pergunta que americanos e russos agora tentam responder.

Num só filme temos rebeldes chechenos, uma serpente biologicamente aperfeiçoada e americanos e russos, enterrando de vez a guerra fria, para lutar lado a lado contra um animal gigante.

Agora a Globo. Na Sessão da Tarde, Ace Ventura 2 (1995). Eu gostava bastante desse filme quando era criança, até achava mais legal que o primeiro. Hoje eu sinto que o primeiro me marcou mais. Quem quiser ver a bunda do Jim Carrey conversar e ele fazendo mil caretas esse é o filme. Eu já passei dessa fase.

No Intercine teremos uma disputa desleal. De um lado Tudo pra ficar com ele (2002), um dos filmes mais babacas que eu já vi. Eu só vi esse filme porque quando uma amiga e uma amiga dela disseram que a hora em que uma mulher fica com um piercing genital engasgado na garganta e canta I Don’t Want to Miss a Thing pra desentalar era uma das coisas mais engraçadas da história do cinema mundial, eu acreditei. E ainda tem aquela maldita canção do ‘grande demais pra caber aqui’ que me mata de vergonha alheia. E é uma vergonha alheia ruim.

Do outro lado temos o clássico oitentista Um tira da pesada (1984). Aluguei esses dias e acabei nem vendo porque eu estava ultraviciada na série Bones e acabei sem saco pra ver filme. Dei dinheiro pro dono da locadora de graça. Bom, se eu DEI tem que ter sido de GRAÇA mesmo. Senão eu teria vendido, ou emprestado. Torço para que esse filme vença, para isso digito o telefone para que o escolham: 0800.70.9012. A ligação é gratuita.

Filmes da tv aberta – (segunda) 02/01

novembro 2, 2009 por Mymi

Amanhã é dia das crianças e esqueceram de me avisar. Pois a Globo passará Deu a Louca na Cinderella (2006), um filme que eu já aluguei e não consegui terminar, e Sky High (2005), um filme ruim que eu gostei.

Sobre esses filmes devo dizer que criei expectativa no primeiro, através de  uma ligação mental com Deu a louca na Chapeuzinho (2005), e esta foi a causa da minha decepção.(E agora tem um tal de Deu a louca na Branca de Neve. Tirem minha infância do hospício. Obrigada.) Dormi duas vezes antes do final do filme. Pretendo ainda dar uma nova chance, talvez eu estivesse num mau dia. Mas não amanhã.

O segundo foi um filme que eu gostei e acho que a maioria das pessoas achará ruim. Talvez agrade as crianças e os pré-adolescentes. Ou seja, o público alvo. Destaque para o Kurt Russell de colan e o Cameron, da série 10 Things I Hate About You, no papel de um dos heróis.

Também teremos Cidade dos Anjos (1998), fazendo jus ao dia de finados, com um filme onde a mocinha, no caso a Meg Ryan, morre no final e deixa o público chorando. SBT sempre ligado nas datas comemorativas. E na madruga, na Globo, terá Olga. Desse filme eu só conheço a clássica frase “Estou grávida de Luís Carlos Prestes”, frase essa que eu uso em várias situações cotidianas.

Uma comédia nada romântica (2006)

setembro 6, 2009 por Mymi

ou  o-eterno-reino-das-piadas-de-peido

Uma comédia nada romântica (Date Movie) é um daquela filmes-paródias que se popularizaram com a decadência da série Todo mundo em pânico (Scary Movie). Claro que as paródias já existiam antes, mas essa é especial, composta por Movie no título. Já temos Scary Movie, Date Movie, Superhero Movie, Not Another Teen Movie, Epic Movie e Disaster Movie.

A cada novo movie que surge a qualidade vai caindo. Não dá pra esperar muito de Uma comédia nada romântica, além de personagens bizarros, piadas escatológicas e exageros. Mesmo assim não chega a ser o pior filme da série, valendo pelas referências a filmes românticos.

É como um what the movie falante.